domingo, 28 de junho de 2009

Morte das abelhas

Num mesmo final de semana vi um pedaço do filme "Fim dos Tempos" e um episódio dos "Simpsons" falando do mesmo tema: "A morte / desaparecimento das abelhas e o fim do mundo".

No filme "Fim dos Tempos" o professor / cientista, interpretado por Mark Wahlberg, explica aos seus alunos que as abelhas estavam morrendo e desaparecendo das colméias. Os apicultores não conseguiam encontrar seus corpos nem rastro, era como se evaporassem. A hipótese: A intervensão do homem na natureza.

No episódio dos Simpsons (2008 The Burns and the Bees) o mesmo tema. Lisa descobre que as abelhas de estão morrendo e cria um apiário em SpringField, justamente no lugar onde Mr. Burns decide construir um novo estádio de basquete.

Ambos mencionam que Einstein teria relacionado a existência do homem às abelhas ao dizer: "Se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida".

Tal coincidência me chamou a atenção, fui pesquisar e descobri que de fato, a morte das abelhas nos EUA e em outros lugares do mundo é realidade! Devido ao uso intensivo de pesticidas nas plantações as abelhas acabam se contaminando pelo pólem e compromentendo o seu sistema imonológico. O fato é grave, pois cerca de 80% dos vegetais dependem de polinização para se fecundarem, sem abelhas 3/4 da alimentação do planeta pode estar comprometida!


Segue a tradução de um texto de Paul Molga, com o título original «La mort des abeilles met la plànete en danger», publicado a 7 de Agosto no jornal económico francês Les echos. Ver o original aqui


Trata-se de um epidemia inimaginável, de uma violência e amplitude jamais vista, aquela que está a desenrolar-se de colmeia em colmeia pelo planeta fora. Com origem na Florida ela propagou-se à maior parte dos Estados Unidos, depois ao Canada e à Europa, atingindo já em Abril passado Taiwan. Por todo o lado repete-se o mesmo cenário: milhões de abelhas abandonam de um momento para outro os cortiços das colmeias para nunca mais regressarem. Nenhum cadáver nas proximidades, nenhum predador ou potencial pretendente a ocupar o seu espaço foram encontrados e que podiam explicar o seu súbito procedimento.

Em poucos meses entre 60% a 90% das abelhas volatirizaram-se nos Estados Unidos, onde as últimas estimativas calculam que 1,5 milhões de colmeias num total de 2,4 de colónias de abelhas tenham desaparecido em 27 Estados. No Quebeque 40% das colmeias estão vazias.
Na Alemanha segundo a associação nacional dos apicultores um quarto das colónias foi dizimado com perdas que rondam os 80% em certas explorações. O mesmo se passa na Suíça, Itália, Portugal, Grécia, Áustria , Polónia e na Grã-Bretanha, país onde a síndrome foi batizado com a designação de «fenómeno Maria Celeste», nome de um navio cuja tripulação se volatizou em 1872. Em França onde os aplicultores têm sofrido prejuízos elevados desde 1995 ( 300.000 a 400.000 abelhas por ano) e que levou à interdição do pesticida apontado como responsável nos campos de milho e de tornesol, a epidemia ganhou força com perdas entre 15% a 95%

Legitimamente inquietos os cientistas encontraram um nome à medida para estas deserções massivas: o «sindroma da derrocada» ou «colony collapse disorder». Não lhe faltam realmenete motivos de preocupação: é que 80% das espécies vegetais têm necessidade das abelhas para se fecundarem. Sem elas,não há polinização nem praticamente frutos e legumes. «Três quartos das culturas que alimentam a humanidade dependem delas», confessa Bernard Vaissière, especialista de polinização no INRA francês (Instituto Nacional de Pesquina Agronómica). Chegadas à Terra cerca de 60 mlhões de anos antes do homem, a Apis mellifera ( abelha de mel) é indispensável não só à sua economia como à sua sobrevivência. Nos Estados Unidos as 90 plantas alimentares que são polinizadas pelas abelhas significam colheitas avaliadas no valor de 14 mil milhões de dólares.

Serão os pesticidas os responsáveis? Um micróbio novo? As emissões electromagnéticas que perturbariam as nanopartículas de magntite existentes no abdómen das abelhas? «Ou será por causa da combinação de todos esses agentes» como diz o professor Joe Cummins da Universidade de Ontário. Num comunicado publicado este Verão pelo instituto Isis (Institute of Science in Society), uma ONG sedeada em Londres, e conhecida pelas suas posições críticas sobre a corrida desenfreada do progresso científico, afirma-se que «indíces sugerem que cogumelos parasitas utilizados na luta biológica e certos pesticidas do grupo das néonicotinóides, interagem entres si e em sinergia para provocar a destruição das abelhas». Para evitar a estrumação incontrolada as novas gerações de insecticidas envolvem as sementes para penetrarem de forma mais sistemática em toda a planta, transmitindo-se ao pólen que as abelhas levam às colmeias que acabam por ficarem envenenadas. Mesmo em concentrações fracas, diz aquele professor, o emprego deste tipo de pesticidas destrói as defensas imunitárias das abelhas. Por efeito de cascada, intoxicadas pelo principal principio activo utilisado – a «imidaclopride» ( admitida na Europa, mas fortemente contestada no outro lado do Atlântico, aquela substância é distribuída pela Bayer sob diferentes designações Gaucho, Merit, Admire, Confidore, Hachikusan, Premise, Advantage...) -, as abelhas tornam-se vulneráveis à actividades insecticida dos agentes patogéneos fungícedas pulverizados em complemento sobre as culturas.





Mais informações:
Reino Unido: descoberta causa da morte de abelhas
EUA: milhões de abelhas somem sem deixar rastro
Vanishing bees threaten US crops
Episódio dos Simpsons


As notícias e fatos são de 2007, porém o problema continua até os dias de hoje.
Sem o consumo racional dos recursos do planeta não conseguiremos reduzir o uso de pesticidas em nossas colheitas. Precisamos aumentar a quantidade de produtos orgânicos e reduzir os nossos rebanhos.


Go Veg!

Um comentário:

  1. O planeta e naturesa pede socorro, as abelhas são responsavel por toda a cadeia alimentar do seres vivo do planeta. em acopanhamento o mal uso de pesticida foi declarado a suspeita de uso de produtos agrotóxicos a base de fiproni de nome regent , usado nos pomares dos laranjais na região de São Paulo BRASIL. e não recomendado para pomares de laranjá. em conhecimento a utilisação desse produto ele é utilizado para formigas sauveira e cupins e muito perigoso as abelhas e meio anbiente, na bula endica tambem no controle de broca da cana de açucar usado por aero naves (AVIÃO) sei que esse produto é muito perigoso ao meio ambiente e as abelhas imagine esse produto usado por aero naves em pomares de larajá ou mesmo em cana de açucar o estrago que faz a natureza. e colocando en risco toda a cadeia alimentar do planeta. video relacionados a mortandade de abelhas no BRASIL. LINKS: www.youtube.com/user/Pedrosouzabertin ou wn.com/pedrosouzabertin
    http://www.youtube.com/watch?v=uCOHtztLVmA

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